Sapecada 2018

18ª Sapecada da Serra Catarinense
27 de maio de 2018

26ª Sapecada da Canção Nativa
28 e 29 de maio de 2018

Veja as músicas que foram selecionadas

26ª Sapecada da Canção Nativa

# 5
PEQUEÑO ADIÓS Ritmo: CHAMAME

PEQUEÑO ADIÓS

(CHAMAME)

Pequeño Adiós

 

 

Tengo que dejar mi piel en el Anden

sola vas andar en este tiempo que no este

tu pueblo tus amigos te llevan

desde aqui la alegría y yo, te esperamos..

 

Es un sueño mío de ver, tu sonrisa aquí en mi ser

nuestro andar, nuestro amor decidido

este  tiempo nos separa, aunque sea temporal

desde aquí la alegría y yo, te esperamos..

 

Tu camalotal va seguir viviendo con el alma

tras la caótica correntada de tu alma

yo te seguiré pensando y adentro siempre guardo

el perfume de tu ser

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Nino Ernesto William Zannoni
Porto Alegre, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Miguel Angel Tayara
Porto Alegre, RS
# 4
do tempo que o vô cantava Ritmo: chamarrita

do tempo que o vô cantava

(chamarrita)

Do tempo que o vô cantava

                                                                                           Chamarrita

                                                            obs. Vale a letra escrita

 

Por olhar manso e ver a terra

Na dor que berra vô repartiu

Pouco das horas tempo secreto

Serviu aos netos tudo que viu

 

Aprende a terra molhar sementes

E ver a gente que ressurgiu

Eu sou do tempo que avô cantava

E perpetuava tudo que ouviu

 

Pulo do gato conta quem ama

Capa na cama se a lua mingua

E o horizonte fala do tempo

Bocal se aperta embaixo da língua

 

Touro no mato, sorro matreiro

No galinheiro raposa e cobra

Casco rachado vai rapadura

O tempo cura mas antes cobra

 

O João arteiro vai gatinhando

Num contrabando de vergamota

O vô na sestea tudo é silêncio

Bodoque ou funda – galinha morta

 

Rastro de paca nas laranjeira

E as brincadeira de Portugal   (E umas vaneira tradicional)

O vô ensina se a tarde é chuva

E a timbuava é cocho de sal

 

- E agora mano? Onde se enterra?

- Tu nunca erra! Conta pra vó

 - Tem galinhada e o teu castigo

 / Vai ser domingo sem mocotó.  

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

lisandro amaral
Bagé, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

lisandro amaral
Bagé, RS
# 3
ANGUSTIA Ritmo: RASGUIDO DOBLE

ANGUSTIA

(RASGUIDO DOBLE)

ANGUSTIA

 

Entran las luces de la tarde sin ti

junto a una voz la melodía

Luz de tu piel lejana abrazandome

con la funda de guitarra atrás en la pieza

 

Si vez mi corazón con furia y amor

todo por tu ser con fuego y locura

amaneceres de arboladas y cielo azul

atormentando a mi ventana

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Nino Ernesto William Zannoni
Porto Alegre, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Nino Ernesto William Zannoni
Porto Alegre, RS
# 2
Pé Solito,Ponta Cega Ritmo: Milonga

Pé Solito,Ponta Cega

(Milonga)

A roseta,qual coroa,

feito espinhos sem flor

Curvada na Santa Cruz

donde pregaram o Senhor

Originou Nazarenas

mescla de sangue e de dor

Teu silêncio,te condena

e assim,o tempo entrega

Tua imagem denegrida

sem o fio,de ponta cega

É o castigo que tu tens

das penas que tu carregas.

Teu destino,Nazarena,

talvez,não seja esporear,

Pois,nas plegárias do tempo,

o tempo te fez calar

Inerte aos olhos de tantos

na ausência do teu par.

Pois bem,tu sabes que a vida

é feita de recomeços

Em cada dor que causaste

cada risco é feito um terço

E teu silêncio,sozinha

É quem faz pagar teu preço.

Nazarena,ferro bruto

feito tua alma encardida

Buscaste a volta dos tentos

com tua face denegrida

Imagem de outros tempos

por essa e por tantas vidas.

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Marcelo Gomes Duarte,Giovani Gonzalez
Santana do Livramento, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Juliano Marcio Gomes Avila,Leonel Gomez
Santana do Livramento, RS
# 1
QUADRO PAMPA Ritmo: CHIMARRITA

QUADRO PAMPA

(CHIMARRITA)

QUADRO PAMPA

 

Quisera pintar o quadro

De um potro, que corcoveando,

Leve um gaúcho tallando

Com alma de gineteada...

Uma tropilha entablada

Do meu pelo mais mimoso

De passarinho no toso

Pastando perto da aguada!

 

Quem sabe pintasse um cuera,

Melenudo e barba larga

Destes que passam carga

Num arroio de frontera...

Ou a carreta cantadeira

Com quatro juntas de boi

Que ao largo tempo se foi

Sumindo na polvadera!

 

Talvez o cavalo manso

Na frente da pulperia,

Encilhado ao meio dia

Com o poncho encima do arreio...

Mascando o cós-cós do freio

Sonorizando o mormaço

Que o silêncio desse espaço

Se cala pra ouvir o floreio!

 

E o índio pampa solito

Que cruza o pago matrero...

De à cavalo num overo

Vestindo “iquilla y tupú”

Um bocal de couro cru,

A lança e a boleadeira

Numa pintura campera

Adornada em penas de nhandu!

 

E pra pintar o sorriso

Da chinoca prenda bela...

Mesclaria na aquarela

Da pitanga, a rubra cor

Com a luz o resplendor,

Do sol de maio ao poente

Destes que de repente,

Faz a gente ser pintor!   

 

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Rogério Pereira Ávila
Santana do Livramento, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Leonel da Silva Gomes
Santana do Livramento, RS

18ª Sapecada da Serra Catarinense

# 5
Silhueta Ritmo: Milonga/Chamarrita

Silhueta

(Milonga/Chamarrita )

SILHUETA

 

EU JÁ NÃO SEI SE TE LEVO 

OU SE ME LEVAS CONTIGO,

SILHUETA QUE OBSERVO

ANDANDO JUNTO COMIGO;

TÃO LOGO O DIA CLAREIA

E O SOL NO CÉU GANHA ESPAÇO...

NO MEU COSTADO TE APEIAS

ACOMPANHANDO O QUE FAÇO.

 

NO TEMPO CERTO DA LIDA

AO TRANCO LARGO DAS HORAS,

ÉS A IMAGEM REFLETIDA

DO MEU VIVER CAMPO AFORA...

ASSIM TE VEJO ESTENDIDA,

REFLEJO QUE EL ALMA NOMBRA

SILHUETA DE "MI VIDA"

EMPARCEIRADA POR SOMBRA.

 

AS VEZES VAI NO COSTADO

TREMULANDO SOBRE OS PASTOS,

POR HORAS MAIS ATRASADA

SEGUINDO O RINGIR DOS BASTOS...

POR OUTRAS, A CLARIDADE

LADO A LADO NOS REPONTA

E VOLTANDO AO FIM DA TARDE

TE VEJO PUXANDO A PONTA.

 

NO GALPÃO QUANDO ME APEIO

SE DISPERSO DESENCILHO,

TE REENCONTRO E MATEIO

JUNTO AO FOGO DE ESPINILHO,

E ASSIM MATAMOS A SEDE

NO MESMO RUMO E CAMINHO,

PROJETANDO NA PAREDE

RAZÃO PRA NÃO SER SOZINHO.

 

EM CLARAS NOITES DE LUA

PELAS MÃOS DO CRIADOR,

MINHA IMAGEM SE FAZ TUA,

TAL FOSSEMOS CAMPO E FLOR...

PROJETANDO AS MESMAS FORMAS,

SOB A LUZ DO OLHAR DIVINO

É QUANDO DEUS NOS TRANSFORMA

EM SILHUETA DE UM DESTINO.

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Rivair Alves da Silva Neto (Zeca ALves)
Lages, SC

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Arthur Boscatto
Florianópolis, SC
# 4
PAI Ritmo: MILONGA

PAI

(MILONGA)

 

PAI

 

Tua cordeona recostada ali no canto,

Já que em meus braços, inquieta não se ajeita

Pra que se acalme, vou refazendo os planos

Não se insiste, simplesmente se respeita

 

Cadê o verso recitado do poeta...

Sem o seu gesto, sem sua voz por algum tempo

Que me instiga e minha alma não se aquieta,

Alvorotada me chateia o sentimento

 

REFRÃO

Sigo mateando, e nem se quer lavou o mate

E a tua falta, cada dia se agranda

E em cada gole me remete uma saudade

Que sinto quando surge em mim tua lembrança

 

O peito aperta e dá um nó na garganta,

Logo percebo que uma lágrima se vai

Pois num pealo nunca há quem se garanta

E  nessa “feita” tu se garantiu meu pai

 

Pois bueno, aqui no rancho esta tudo certo

Tá bem cuidado como tu sempre deixou

Seguimo a lida aguardando teu retorno

Tu é índio xucro que o garrão sempre firmou

 

REFRÃO

Sigo mateando, e nem se quer lavou o mate

E a tua falta, cada dia se agranda

E em cada gole me remete uma saudade

Que sinto quando surge em mim tua lembrança

 

 

 

 

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Ulisses Francisco da Silva
Lages, SC

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Ulisses Francisco da Silva
Lages, SC
# 3
Valseando Ritmo: Valsa

Valseando

(Valsa)

Valseando

 

Sinto um suspiro ao te levar junto do peito

Neste preludio de duas almas a bailar

Vou na cadencia de seus passos  pequeninos

Poema divino regando o nosso sonhar

 

Traz a candura risos doces e perfume

É o que nos une nessa troca de olhar

Vou flutuando como estivesse sonhando

Pedindo a Deus que pra que eu não possa acordar

 

Vai valseando ao longo da sala

Florzita me embala ao sorrir pra mim

Nossas almas gêmeas vão se enamorando

Ao passar bailando o amor se faz assim

 

Vai valseando traz felicidade

Cura ansiedade desse meu querer

E abre os olhos rasos de bondade

Faz realidade

desse nosso sonho amor nascer

 

E enlaçados o tempo passa e não vejo

Neste desejo que emoldura este bailar

Vejo em seus olhos a doçura de uma rosa

Flor perfumosa que conduzo ao valsear

 

Resta me agora provar deste teu carinho

E de mansinho minha linda eu te contar

Que busco a lua para ter você sorrindo

E o amor mais lindo para sempre te entregar

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Daniel Mateus da Silva
Lages, SC

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Maicon Fernandes de Oliveira
Lages, SC
# 2
De Relancina Ritmo: Valsa

De Relancina

(Valsa)

DE RELANCINA

 

 

Jujo de mate, erva Buena, maçanilha

Alma penduada com a semente esperança                                  

Risca o caminho de um amor pra toda vida

Tua ternura pra acalmar as minhas ânsias

 

Bailado altivo que reluz o teu sorriso

És pluma leve a flutuar com sua beleza

Sou um plebeu a conduzir-te  nesta valsa

Amor coroado em teu castelo minha princesa

 

Dou de rédeas a um amor correspondido

Faço um pedido a um santo que nem sei bem

Que traga pingos pra enfrenar na primavera

Pra construir nosso ranchito ano que vem

Refaço os planos pra uma vida pra nós dois

E encilho um mate para ver você chegar

Com jujos suaves pra adoçar a nossa história

De relancina me roubaste em teu olhar

 

De relancina meu olhar trocou de ponta

O seu perfume me prendeu ao teu passar

Flor no cabelo, olhos negros cor da noite

Um céu de estrelas feito trança a bailar

 

Já fui carancho tive pedras no caminho

Mais teu jeitinho me fez potro a sofrenar

Um coração que por tapera criou flores

Quando provei do teu afago ao valsear 

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Daniel Mateus da Silva
Lages, SC

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Daniel Mateus da Silva
Lages, SC
# 1
Dores do ofício tropeiro Ritmo: Chamarra

Dores do ofício tropeiro

(Chamarra)

Dores do ofício tropeiro

 

Toco tropa campo a dentro

Levo sonhos mundo afora

Nos pelegos as auroras

Meus sonhos nas quatro patas

Boeira - estrela campeira -

Vai na testa do gateado

Num compasso bem trancado

Sempre em busca das patacas

 

O cincerro vai batendo

No pescoço da ruana

E a tropa marcha - aragana -

No rastro da madrinheira

Cruza o passo e vai pro campo

Emboca no corredor

Na sede do parador

Pra outra ronda tropeira

 

O andejo é o próprio alento

Pra os que sempre estradeiam

Com fé nos dias, semeiam

Outros sonhos madrinheiros

No eterno ciclo das marchas

A saudade é fiador

Lembrar o rancho e o amor:

Dores do ofício tropeiro

 

Só mais um dia de estrada

Pr'esta tropa se encerrar

A poeira nubla o olhar

E o sol castiga a lonjura

Os cargueiros bem forrados

- mantimentos pra jornada -

E a alma da peonada

Adornada por candura

 

Depois que entregar a tropa

La no rincão dos machado

"vamo passá" no povoado

Antes de voltar pras "casa"

Há uma linda que me espera

E quero chegar lá na serra

Antes que o sol da minha terra

No horizonte apague a brasa

 

Segue tropa o gado berra...

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Marcos Eduardo Neto
Lages, SC
Lucas Cassiano Soares de Oliveira
Lages, SC

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Lucas Cassiano Soares de Oliveira
Lages, SC
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