Cinco e meia da manhã

(milonga)

Sapecada da Canção Nativa

CINCO E MEIA DA MANHà  

 

Cinco e meia da manhã

É hora de arriar os pelegos

Porque o céu está azulego

E o patrão já levantou.

Logo vem surgindo a aurora,

As Três-Marias foram embora

E a Boieira ressuscitou.

 

Cinco e meia da manhã

Hora de encilhar cavalo,

Outra vez cantou o galo

Trepado lá na figueira.

Quando mais, senão agora,

Índio grosso não namora

Negaceia a noite inteira.

 

Cinco e meia da manhã

Com a vassoura ali esquecida,

Já foi feita a recolhida

E a ordenha da vaca mansa.

Um cardeal num pé de Amora

Com seu canto comemora

A manhã clareando a Estância.

 

Cinco e meia da manhã

Bota os seus ossos de ponta,

Ligeiro como uma lontra

O peão velho agarra média.

Pega um tento e ata a espora

Com os dedos sujos de fora

E com o cavalo pela rédea.

 

Cinco e meia da manhã

Hora de parar rodeio,

Logo o peão balança o freio,

Com o cheiro de picumã.

Companheiro não se escora

E só o peão que é caipora

Queima o assado de manhã.

AUTOR(ES) DA LETRA:

Edilberto Teixeira
São Gabriel, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA:

André Teixeira
São Gabriel, RS

FICHA DE PALCO


André Teixeira - Intérprete

Pedro Terra - Violão e vocal

Luciano Fagundes - Violão aço

Roberto Borges - Violão e vocal

João Marcos "Negrinho" Martins - Baixo

Ricardo Comassetto - Gaita botoneira