GUARANY

(ZAMBA)

Sapecada da Canção Nativa

GUARANY.

 

Guarany, palavra de aço,                                  Zamba

que fere o compasso,

de quem é ateu,

que o Deus destes índios,

habita os banhados,

o rincão dos pastos,

a prece dos matos,

a terra e o céu.

 

Guarany, palavra morena,

de rondas profundas,

silêncio e fumaça,

verdade e cantiga,

herança e ruína,

propondo balaios,

e santos quebrados,

na voz repetida.

 

Guarany,das veias profundas,

artérias da terra,

o sangue primeiro,

depois missioneiro,

missões de além-mar,

vieram assim,

sem medo aparente,

pra amordaçar.

 

Quais foram as bençãos,

das quatro vertentes,

da cruz de lorena,

em nome de Deus,

quem tira os filhos,

da mãe natureza,

constrói incertezas

na pele dos meus.

 

E andam as ruinas,

nos passos calados,

costeando as estradas,

aos olhos de Deus,

profanado e genuino,

semblante moreno,

desafiando a crendice,

dos mesmos ateus.

 

Guarany, guarany,

é terra que anda,

abençoado de mato,

e de pajonais,

 

que o Deus destes índios,

habita os banhados,

o rincão dos pastos,

a terra e o céu.

AUTOR(ES) DA LETRA:

MARCO ANTUNES(XIRU)
Pelotas, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA:

Fábio Peralta
Dom Pedrito, RS

FICHA DE PALCO


Fábio Peralta - Violão e voz

Xirú Antunes - Recitado

Texo Cabral - Flauta

Igor Mastroiani - Violão

João Marcos Negrinho Martins - Contrabaixo

Loma - Interpretação