Penacho

(Chamarra)

Sapecada da Canção Nativa

Simples negalho de clina

Ladeado, visto de cima

Que anuncia o redomão...

Mostrasse para o rincão

Em quanto tu ia voando

Que essa tava se costeando

No bocal e na minha mão

 

Pela regra da maneia

Cinco dedo atrás “oreia”

Te preservei da tesoura...

E essa minha potra moura

Já te exibiu, amostrada

Junto da boca babada

E do simples nó de vassoura

 

Confesso que a galopito

Tu ficava mais bonito

E eu ainda mais encantado...

Por que é esse teu bailado

Que me acompanha na lida

E dá sentido pra vida

A cada potro costeado

 

Eu nem me paro sentido

Pois passa o tempo estendido

E me despeço faceiro...

Do meu fiel companheiro

De tantos pingos domados

Queda o sorriso estampado

E um até logo parceiro

 

Canta o corte caprichoso

Em mais um “tec” no toso

Num tombo, sem barbicacho...

Nesse momento me acho,

Meu coração bate forte

E eu agradeço a sorte

De sacar mais um penacho

AUTOR(ES) DA LETRA:

Felipe Ugoski Bacchieri
Pelotas, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA:

Fabiano Bacchieri
Pelotas, RS

FICHA DE PALCO


Matheus Chagas Simões - Violão e voz

Jorge Pereira Júnior - Violão e voz

Fabiano Bacchieri - Intérprete

Everson Maré - Violão e voz

Gabriel de Oliveira Extremera - Violão e voz

Alissom Barcelos Veiga - Gaita de Botão

Richard da Cunha Pereira - Violão e voz