OITAVA RIMA

(CHIMARRITA)

Sapecada da Canção Nativa

“OITAVA RIMA”

Tem alma de campo vasto

Torrão de pasto e vertente

Seiva, sangue desta gente,

Que vive a saga da crina

O sol pampeano que ilumina

Queima e requeima em retovo

E trago a tez do meu povo

No bronze da oitava rima!

 

O minuano que levanta

A geada que encordoa

Na voz do canto que entoa

Qual um sussurro de china

Quando a noite se termina

E uma tropilha entablada

Vai campaneando na estrada

O timbre da oitava rima!

 

E no clarear de um campestre

Doce flor que se derrama

Mamangava e lechiguana

Camoati e ainda por cima

Mel do beijo de uma prima

Palomita de quimera

Que linda na primavera

É o aroma da oitava rima

 

No rincão domingo largo

Mate amargo, assado e vinho,

Na distância do caminho

A donde velha doutrina

Que se resume na esgrima

Pra resolver desacato,

Destreza empresta um mulato

Ao tato da oitava rima!

 

É na Frontera, meu pago,

Que meu cantar é nutrido

E encontra os cinco sentidos

Quando a guitarra se afina

E numa milonga lastima

Mourisca ibérica essência

Trazendo pampa e querência

Pra o sabor da oitava rima.  

AUTOR(ES) DA LETRA:

Rogério Pereira Ávila
Santana do Livramento, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA:

Leonel da Silva Gomes
Santana do Livramento, RS

FICHA DE PALCO


Leonel Gomez - Intérprete

Marcelo Holmos - Guitarrón

Daniel Cavalheiro - Violão

Marcelo Nunes - Acordeon