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# 16
PEQUEÑO ADIÓS Ritmo: CHAMAME

PEQUEÑO ADIÓS

(CHAMAME)

Pequeño Adiós

 

 

Tengo que dejar mi piel en el Anden

sola vas andar en este tiempo que no este

tu pueblo tus amigos te llevan

desde aqui la alegría y yo, te esperamos..

 

Es un sueño mío de ver, tu sonrisa aquí en mi ser

nuestro andar, nuestro amor decidido

este  tiempo nos separa, aunque sea temporal

desde aquí la alegría y yo, te esperamos..

 

Tu camalotal va seguir viviendo con el alma

tras la caótica correntada de tu alma

yo te seguiré pensando y adentro siempre guardo

el perfume de tu ser

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Nino Ernesto William Zannoni
Porto Alegre, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Miguel Angel Tayara
Porto Alegre, RS
# 15
do tempo que o vô cantava Ritmo: chamarrita

do tempo que o vô cantava

(chamarrita)

Do tempo que o vô cantava

                                                                                           Chamarrita

                                                            obs. Vale a letra escrita

 

Por olhar manso e ver a terra

Na dor que berra vô repartiu

Pouco das horas tempo secreto

Serviu aos netos tudo que viu

 

Aprende a terra molhar sementes

E ver a gente que ressurgiu

Eu sou do tempo que avô cantava

E perpetuava tudo que ouviu

 

Pulo do gato conta quem ama

Capa na cama se a lua mingua

E o horizonte fala do tempo

Bocal se aperta embaixo da língua

 

Touro no mato, sorro matreiro

No galinheiro raposa e cobra

Casco rachado vai rapadura

O tempo cura mas antes cobra

 

O João arteiro vai gatinhando

Num contrabando de vergamota

O vô na sestea tudo é silêncio

Bodoque ou funda – galinha morta

 

Rastro de paca nas laranjeira

E as brincadeira de Portugal   (E umas vaneira tradicional)

O vô ensina se a tarde é chuva

E a timbuava é cocho de sal

 

- E agora mano? Onde se enterra?

- Tu nunca erra! Conta pra vó

 - Tem galinhada e o teu castigo

 / Vai ser domingo sem mocotó.  

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

lisandro amaral
Bagé, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

lisandro amaral
Bagé, RS
# 14
ANGUSTIA Ritmo: RASGUIDO DOBLE

ANGUSTIA

(RASGUIDO DOBLE)

ANGUSTIA

 

Entran las luces de la tarde sin ti

junto a una voz la melodía

Luz de tu piel lejana abrazandome

con la funda de guitarra atrás en la pieza

 

Si vez mi corazón con furia y amor

todo por tu ser con fuego y locura

amaneceres de arboladas y cielo azul

atormentando a mi ventana

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Nino Ernesto William Zannoni
Porto Alegre, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Nino Ernesto William Zannoni
Porto Alegre, RS
# 13
Pé Solito,Ponta Cega Ritmo: Milonga

Pé Solito,Ponta Cega

(Milonga)

A roseta,qual coroa,

feito espinhos sem flor

Curvada na Santa Cruz

donde pregaram o Senhor

Originou Nazarenas

mescla de sangue e de dor

Teu silêncio,te condena

e assim,o tempo entrega

Tua imagem denegrida

sem o fio,de ponta cega

É o castigo que tu tens

das penas que tu carregas.

Teu destino,Nazarena,

talvez,não seja esporear,

Pois,nas plegárias do tempo,

o tempo te fez calar

Inerte aos olhos de tantos

na ausência do teu par.

Pois bem,tu sabes que a vida

é feita de recomeços

Em cada dor que causaste

cada risco é feito um terço

E teu silêncio,sozinha

É quem faz pagar teu preço.

Nazarena,ferro bruto

feito tua alma encardida

Buscaste a volta dos tentos

com tua face denegrida

Imagem de outros tempos

por essa e por tantas vidas.

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Marcelo Gomes Duarte,Giovani Gonzalez
Santana do Livramento, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Juliano Marcio Gomes Avila,Leonel Gomez
Santana do Livramento, RS
# 12
QUADRO PAMPA Ritmo: CHIMARRITA

QUADRO PAMPA

(CHIMARRITA)

QUADRO PAMPA

 

Quisera pintar o quadro

De um potro, que corcoveando,

Leve um gaúcho tallando

Com alma de gineteada...

Uma tropilha entablada

Do meu pelo mais mimoso

De passarinho no toso

Pastando perto da aguada!

 

Quem sabe pintasse um cuera,

Melenudo e barba larga

Destes que passam carga

Num arroio de frontera...

Ou a carreta cantadeira

Com quatro juntas de boi

Que ao largo tempo se foi

Sumindo na polvadera!

 

Talvez o cavalo manso

Na frente da pulperia,

Encilhado ao meio dia

Com o poncho encima do arreio...

Mascando o cós-cós do freio

Sonorizando o mormaço

Que o silêncio desse espaço

Se cala pra ouvir o floreio!

 

E o índio pampa solito

Que cruza o pago matrero...

De à cavalo num overo

Vestindo “iquilla y tupú”

Um bocal de couro cru,

A lança e a boleadeira

Numa pintura campera

Adornada em penas de nhandu!

 

E pra pintar o sorriso

Da chinoca prenda bela...

Mesclaria na aquarela

Da pitanga, a rubra cor

Com a luz o resplendor,

Do sol de maio ao poente

Destes que de repente,

Faz a gente ser pintor!   

 

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Rogério Pereira Ávila
Santana do Livramento, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Leonel da Silva Gomes
Santana do Livramento, RS
# 11
Lá no cerro do canzil Ritmo: chamarra

Lá no cerro do canzil

(chamarra)

LÁ  NO  CERRO DO CANZIL

-----------------------------------------

 

O  salão  era  pequeno,  mas  o  baile  era  ´´dos  bueno´´,

Lá  no  cerro  do  canzil.

Duma  gaita  magangava,  já  de  longe  eu  escutava,

Um  compasso  de  bugio.

 

Não  me  tenho  por  ateu,  mas  tão  logo anoiteceu,

Lá  cheguei  no  meu  bragado.

De  idéia  solta  ao  vento,  com  impuros  pensamentos,

Fui  em  busca  do  pecado.                                                                                                                                         

 

Apeei  do  Pitaluga ,  e  entrei  matando  ´´as  pulga ``

Num   volteio  pela  sala.

Como  um  céu  bem  estrelado,  reparei  que  no  telhado,

Tinha  uns  dez  ´´furo  de  bala´´.

 

Grota  feia  aguada  boa,  fui  por  conta  do  ´´atoa´´,

Pra  dançar  a  noite  inteira.

Quando  a  gaita  fez  floreio,  já  olhei  de  revesgueio,

Pra  uma  china  dançadeira.

 

Esperando  a  ser  colhida,  lá  estava  a  Margarida,

Dando  alce  na  pestana,

Num  tranquito  bem  chairado,  levei  ela  num  valseado,

Cutucada  na  picãna.

 

Fui  com  jeito  cortejando,  no  ouvido  sussurrando,

Prometendo  amor  intenso.

Se  embalando  a  gauchita,  vinha  ela  agarradita,

Com  caricias  no  meu  lenço.

 

Esta  flor  que  era  viçosa,  pelo  rumo  desta  prosa,

Resvalou  mas  não  caiu,

Mas  porem  fui  convidado,  pra  voltar  enamorado,

Lá  no  cerro  do  canzil.

 

                                                        RITMO >  CHAMARRA

 

OBS >  O correto é como está na letra .......

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

João Rafael Teixeira Chiappetta
Cachoeira do Sul, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Lisandro Amaral
Cachoeira do Sul, RS
# 10
JORNADA SEM COR Ritmo: Chamamé

JORNADA SEM COR

(Chamamé)

JORNADA SEM COR

 

Joguei meu laço certeiro,

Mas dessa vez se negou...

Meu sonho passou ligeiro

No tranco do pensamento;

Mirei com olhos de sanga

A noite que se fechou...

Só a nuvem do meu palheiro

Se esparramou pelo vento.

 

Grotões não são fim de mundo

Pra quem se perde do amor...

A perdição do meu tudo

Se foi na noite sem luz;

Só um perfume rondando

Meu peito cabresteador...

E a solidão suspirando,

Num verso em forma de cruz.

 

Segui pegadas pequenas

Com tino de rastreador...

Desafiei as maneias

Dos que não sabem voar;

Perdi medalhas de guerra

Nessa jornada sem cor...

E me abracei aos fantasmas

Que o pampa insiste em criar!

 

Cruzei por cercas de pedra

E taperas centenárias...

Em cada canto do campo,

Em cada oco de chão.

Provei o gosto mais puro

Das almas mais solitárias,

Mas não achei o meu sonho

Nos braços da escuridão.

 

Talvez um dia eu evoque

O canto de alguma estrela...

Que ao certo bem lá de” riba”

Tem olhos pra me emprestar.

Então meu sonho bonito

Será esteio e cumeeira

Em mais um verso perdido,

Que os poetas chamam de lar!

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Carlos Omar Villela Gomes
São Vicente do Sul, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Raineri Spohr
Dom Pedrito, RS
# 9
Até o último pedaço Ritmo: Milonga

Até o último pedaço

(Milonga)

Nasci verde em couro pampa
De um Turuno bem carneado

Para as mãos de um domador
Aos poucos desenrolado

A vida quarteou meu corpo
Por ser de soga e maneia
Em sereno, sol e casco
Até eu, "soga pareia"

Se o tempo passar lijeiro
Dá pra formar 10 tropilha
Se me partir, meio ou quatro
Faz de mim umas rendilha

Não sirvo ao todo por rôto
Mas sirvo pra ti domero
Pra ir contigo pro lombo
E ser teu gato frentero

Por menor que eu esteja
Por medir dois palmo e meio
Me use assim, sou sovado
Contigo uns queixo costeio

Quando não for mais bocal
E não sustentar teu braço
Me traz junto, domador
Pra sustentar o teu laço

                              

E quando eu nem tento for

Até um couro se cansa

Me guarda nalgum pedaço

Que eu ato a tua lembrança

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Antonio Nunes Oppitz
Pelotas, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Frederico Cardoso Pinto
Pelotas, RS
# 8
O PINHEIRO E O PINHÃO Ritmo: MILONGA

O PINHEIRO E O PINHÃO

(MILONGA)

O PINHEIRO E O PINHÃO

 

 

Pra carretear no rincão

Eu apartei dois franqueiros,

Volteando no mangueirão

Palanqueiei com tamoeiro,

E batizei minha junta

De Pinhão e de Pinheiro

 

Quebrei geadas nos invernos

Regeira firme na mão,

Guiado pelo cruzeiro

E a Santa da Conceição,

Descendo os peraus de pedra

O Pinheiro e o Pinhão.

 

Força Pinheiro, força Pinhão,

Meus companheiros de lida

Parceiros de profissão.

Força Pinheiro, força Pinhão,

A história dos carreteiros

Pelo casco e peça mão!

 

Amansei bem a capricho

Com jeito e sem usar relho,

Ficaram buenos de canga

Sempre pegando parelho,

Vão unidos forcejando

O Pinhão e o Pinheiro.

 

Alma de ferro e madeira

É assim meu carretão

Lado a lado, bicho e gente,

Pelo pago em comunhão,

Me levando estrada a fora

O Pinheiro e o Pinhão.

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

BINHO PIRES
São Luiz Gonzaga, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

ERLON PÉRICLES
Porto Alegre, RS
# 7
A professora da escolinha Ritmo: Chamarra

A professora da escolinha

(Chamarra)

A professora da escolinha do rincão onde nasci

tinha uns ares de rainha pros meus tempos de guri

era a mais linda do pago e eu sonhava acordado

com seus olhos cor do campo e o vestidinho floriado

 

Bem cedinho eu encilhei, luzia a prata da espora,

subi a lomba da coxilha com o sol me a apontando a hora

veio bruta essa manhã cerraçãozita de inverno

me apeei em frente da escola, saquei da mala os caderno.

 

Na salinha seis por oito eu com um sorriso estampado

classe perto da janela só pra espiar meu tostado

Ela entrou num sarandeio passo largo rumo a mesa

balanceando seu vestido sorriso de vela acesa.

 

Quando cruzou de repente assoprando uma gateada,

um taura aqui do rincão deixando a moça encantada

que nos levou pra janela com a atenção no domador

eu enxergando essa  cena, vi meu destino senhor!

 

Desde então busquei o norte do quadro que presenciei

e o ofício desse gaucho pra mim eu encomendei

por novo ainda não tinha a templa a força e o viço

com certeza ela não vinha… pra garupa do petiço!

 

Arreglei pra primavera um zaino e uma gateada

só pra cruzar pela escola a trote de boca atada

pra ver se puxo aos pouquinhos os olhos da professora

vou num redomão bragado... rabicho e nó de vassoura!

 

A professora da escolinha do rincão onde nasci

sem querer levou-me ao sonho que com o tempo aprendi

ainda me fez  cantador, poeta e moço letrado

trago recuerdos da infância no coração bem guardado

 

povoou meus sonhos de ontem e o que é bom nunca é “olvidado”

lembro os olhos cor de campo e o vestidinho floreado

 

do peticinho luzindo...ahhh meu petiço tostado

o redomão que eu trazia….ahhh meu redomão bragado...

os olhos da cor do campo...o vestidinho floreado...

a professora da escolhinha do rincão onde nasci...

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Felipe Ugoski Bacchieri
Pelotas, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Fabiano Bacchieri
Pelotas, RS

FICHA DE PALCO

Alissom Veiga - Cordeona Botonera
Cristian Camargo - Guitarron
Roberto Borges - Violão
Fabiano Bacchieri - Intérprete
-
Frederico Cardoso Pinto - Violão
# 6
Flor Perfumada Ritmo: Milonga Canção

Flor Perfumada

(Milonga Canção)

Flor Perfumada                                                                               Ritmo: Milonga Canção

 

 

Deu oh de casa na porteira lá do rancho

Taura carancho bem pilchado chapéu torto

Pala no ombro, lenço abanando ao pescoço

Olhar sereno carregava aquele moço

 

Sou viúva nova arrancada da família

Eu sou astilha com ânsias de rebrotar

Herdeira pobre de uma terra pro cultivo

Sou solo fértil sem parceiro para arar

 

Pediu licença, pediu pouso e uma empreitada

Queria mais por ser sozinha eu atendi

Virou a noite e linda foi a madrugada

Deixou a estrada e se arranchou sem me pedir

 

Meu ventre avulta cresce em mim o nosso amor

Ipê florindo lá alto da coxilha

Plantou semente este homem trabalhador

E fez brotar aqui no campo outra família

 

Mais um carancho a espera da sua vez

Rumar estrada, ser luzeiro e parador

Ser pra outra flor oque este homem foi pra mim

Era sozinha, fomos dois, agora três...

 

Findando a vida no meu rancho solidão

Ganhou mais luz quando viu tua chegada

E com furor me tornei tua mulher

Hoje sou flor, boca vermelha, perfumada

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Luiz Eduardo da Silva Lima
Santa Maria, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Volmir Coelho dos Santos
Santana do Livramento, RS
# 5
CAMINHO DE SEMPRE Ritmo: MILONGA

CAMINHO DE SEMPRE

(MILONGA)

CAMINHO DE SEMPRE

 

O sol se põe de’a pouquito

detrás da porteira velha

do mataburro quebrado.

E o campeiro, num tostado,

tranco e tranco, retornando...

vai contente e vai charlando

com seu perrito tigrado.

 

Vez em quando, garra um trote...

Chacoalha o laço nos tentos

e os bastos ringem – pois não! –

Cruza por cerro e lagoão,

costa de mato e banhado...

onde a garça segue o gado,

que nem lhe põe atenção.

 

Co’estes fundos recorridos,

- pondo o olho em vaca fraca,

bombeando o arame e contando...–

fecha um cigarro, voltando...

Bom fumo Ramo de Ouro,

que vale mais que um tesouro

pra’o que se aquece pitando!

 

Capinchos mansos no passo,

lebre arisca que dispara,

sorro ladino gritando...

Em seu rumo, serpenteando,

as vezes some em descidas,

e quando sobe, em seguida,

vai contra o céu repechando.

 

Já vai seco por um mate...

E no galpão, pela hora,

(e pelo frio!) não se engana:

queima um restito de trama

que repartia um potreiro.

Ultima ajuda aos campeiros

da divisa veterana.

 

Como pode este caminho

- este caminho de sempre –

estar sempre mais bonito?

Pedras rodeando um cerrito...

Velho açude feito a boi...

Tudo que o pago já foi

ficou aqui... infinito!

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

FRANCISCO BRASIL
Bagé, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

ANDRÉ TEIXEIRA
São Gabriel, RS
# 4
Embuçalado Ritmo: Chacarera

Embuçalado

(Chacarera)

EMBUÇALADO

 

No meio dos mansos, o último xucro

Com alma de vento pulsando na terra

De espírito livre e crina comprida

Cumprindo sua sina que o tempo encerra

 

Não sabe do brete que adentra assustado 

Não sabe do couro, argola e presilha

Revela seus medos num “bufo” de potro

Desconhece a corda que forma a tropilha

 

A mão que caminha da anca ao pescoço

Revela ao avesso a intenção da irmã

Que esconde o motivo real do respeito

Pras horas de encilha de cada manhã

 

Por fim se encontram a trança e o pelo

A imagem do campo se torna retina

Se abrem as portas no rumo do verde  

Ficando no brete só resto de crina

 

Ficou no “olvido” querer liberdade

Depois que o cabresto tombou a razão

O golpe de lombo não culpa o buçal

Firmando a outra ponta atada ao moerão

 

Renova-se a alma, se cumpre o destino

Por potro só guarda a memória traçada

Além do bocal que lhe encontra com ganas

Pra ser mais cavalo a cada ecilhada

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Otavio Lisboa
Pelotas, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Fabiano Bacchieri
Pelotas, RS
# 3
DESPEDIDA Ritmo: CHIMARRITA

DESPEDIDA

(CHIMARRITA)

A cavalhada me espia

Por sobre a cerca de pedra

Espora, Mango e Ginebra

Se achegam contra o moerão

Algum relincho  espichado

Se perde pelo horizonte

E a firmeza do palanque

Desde ontonte, tá pagão...

 

Atalaia e Bernabé...

Uma parelha de Rosilho

Donde busquei o motivo

Pra regressar ao rincão

Minha tropilha de dois

De crina e cola aparada

Pra muitos não vale nada

Mas pra mim, vale montão

 

Chuva forte, Intempérie

Sol de ponta, Cerração

Fui batizando a tropilha

Conforme a ocasião

Também tem Chave de arame

Zaino Cambona, Tição...

E um preto orelha de lança

Que batizei Solidão

 

Atalaia vai nas garras

Bernabé, levo de tiro...

E na frente um silvido

Que conhece a direção

Na tarca a conta do tempo

Num bocal, recordação

De ter ajeitado uma tropilha

Bem no gosto do patrão

 

Espora, Mango, Ginebra,

Sol de ponta, Cerração

Me cuidam por sobre a cerca

Correteia o Solidão...

Parado o Zaino Cambona

Troca orelha o Tição

E relincha um “buena suerte”

Na minha volta pra o rincão

 

Atalaia vai nas garras

Bernabé, levo de tiro

E na frente um silvido

Que conhece a direção...

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

evair suarez gomez
Santana do Livramento, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

juliano marcio gomes avila
Santana do Livramento, RS
# 2
VIDA AFORA, NOITE ADENTRO Ritmo: MILONGA

VIDA AFORA, NOITE ADENTRO

(MILONGA)

VIDA AFORA, NOITE ADENTRO

 

A lua, clareava cheia,

Na testa do meu picaço,

E ao trote, duas estrelas,

Vinham marcando o compasso...

 

Era noite de verão,

Povoada de vagalumes,

E os pastos enserenados,

Exalavam seus perfumes...

 

Junto ao resmungo das sangas,

Soprava uma brisa calma,

Tirando o peso do dia,

Soltando o corpo da alma...

 

O grito dum quero-quero,

Na canhada retumbava,

Anunciando que algum sorro,

Entre as macegas cruzava...

 

Da onde eu vinha, trazia,

Uma saudade recente,

Das que depois da cancela,

Já aperta o peito da gente.

 

E o que pra trás, foi ficando,

Tem um sorriso bonito,

Que pairava, em meu costado,

Pra eu não andar solito.

 

Eu sempre fui, cruzador,

De caminhos e picadas,

E a cada passo, cruzado,

Cortando cada invernada.

 

Podia assim, me dar conta,

Que este andar, tem o sentido,

De encontrar nas lonjuras,

Algo bom, pra ser vivido...

 

O meu picaço, que sabe,

Das coisas que não comento,

Masca o freio, troca orelha,

E segue troteando, atento.

 

Um lotezito de gado,

Vem pra volta, farejando,

Sem se importar com o cachorro,

Que andava me acompanhando.

 

É lindo, cruzar a noite,

Poder respirar, liberto,

E sentir que a calmaria,

Traz o que é longe, pra perto.

 

E logo adiante, na estância,

Que adormecida, ressona,

Talvez um resto de fogo,

Guarde um chiar de cambona.

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

ROGERIO VILLAGRAN
São Gabriel, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

KIKO GOULART
Lages, SC
# 1
“Chamamé del olvido” Ritmo: Chamamé

“Chamamé del olvido”

(Chamamé)

Chamamé del Olvido

 

Me olvidarás... sé que me olvidarás

y te llevas el delirio que hay en mí,

otro cantar... se escuchará

con la acordeona llorando este chamamé.

 

Me olvidarás... sé que me olvidarás

aquella tierra sabes que te esperará

y la jangada de la canción

verá de nuevo a la tradición

brotar de la garganta del cantor

 

Y serás para mí el chamamé del olvido

y mis pies cruzarán por otros caminos...

y será como aquel sueño perdido

el susurro de un lamento escondido...

 

Me olvidarás... sé que me olvidarás,

pero en el monte de tus venas quedaré

aunque el recuerdo... se seque al sol

algún azahar endulzará este chamamé

 

Me olvidarás.. sé que me olvidarás,

en algún lugar el sueño quedará

solo un paisaje será al final

el que dé luz a este manantial

¡De música que siempre vivirá!

AUTOR(ES) DA LETRA DE:

Maria Fernanda Ferraira Irrazábal
Salto, Uruguai

AUTOR(ES) DA MÚSICA DE:

Maria Fernanda Ferraira Irrazábal
Salto, Uruguai