COMTEMPLATIVO

(Chamame)

Sapecada da Serra Catarinensa

O frio me convida a pensar na vida

Emponchada em mim

De tanta partida sem despedida

Passada assim:

 

Como crinera no chão

Que o vento esparramou

Junta na terra caiu

Mas logo se separou

 

Seguindo cada fio

Seu próprio desafio

 

A vida não facilita

Quando vivida de longe

Do que bem dentro se esconde

No peito d’um peregrino

Pois o presente é o destino

Aonde a música sona

E o grito dessa cordeona

Norteia o meu desatino

 

O mate me afaga a garganta puída

De chamar ao léu

Com grito forte de recolhida

Por este mundéu:

 

Tanto alheio no campo

Que também nunca foi meu

Quando na terra bati

Percebi que era só eu

 

E tudo o que me resta

Agora é contemplar!

 

Que o tempo passa depressa

Por mais distante o caminho

Que cada um faz sozinho

Com as lembranças do ontem

Abrindo os olhos de noite

Pra clarear o seu ninho

Iluminando pra’o filho

A vida que vem na fronte...

 

Motivação

Era meados de 2017 e eu morava em Santa Maria/RS, quando chegou até mim a notícia da morte de um grande amigo de Santa Catarina. Entre mates e angústias, resolvi pegar o violão. Da morte nasceu essa canção. Morte esta que me convidou a pensar na vida e contemplá-la...

 

AUTOR(ES) DA LETRA:

André Alfredo Coelho
Palhoça, SC

AUTOR(ES) DA MÚSICA:

André Alfredo Coelho
Palhoça, SC

FICHA DE PALCO


Ricardo Bergha - Voz e guitarrón

Roger Corrêa - Gaita botoneira

David Toledo - Violão 7 cordas

Juan Pablo Carranza - Contrabaixo acústico

Israel Honorato Dutra - Violino