Costureira

(Contrapasso)

Sapecada da Serra Catarinensa

COSTUREIRA

Seja Nálgum cerzido
Da velha bombacha puída...
Num vestido de chita,
Quem sabe uma emenda.
Na pilcha completa
De um gaúcho cantor,
Pra ficar no capricho, 
Depende a "fazenda.

 

"Risca que risca" com todo cuidado,
O giz pelo molde para ser cortado,
"Corta que corta" tesoura de ferro,
com laço amarelo, atado no cabo.

"Pendura, pendura" no grampo já torto,
Vai um e mais outro, é poncho de lã...
Pro pala tem seda, a camisa algodão
Vestido a renda, pra todos afã!

"Costura,costura" bombacha de pano,
Pro homem de campo, lidar no inverno
"Costura, costura" pro moço ir pra vila,
Mostrar "pras guria" ,seu novo jaleco.


Como era lindo ver todo o ritual,
A linha, o dedal e a fita de metro.
O ronco da "Singer", desenho no molde,
Tesoura de corte do cabo amarelo.

Em cada ponto vai muito amor,
Vai também suor de uma vida inteira.
Enchia os olhos de quem a "mirava"
E todos prezavam teu dom Costureira!

"Costura,costura" bombacha de pano,
Pro homem de campo, lidar no inverno.
"Costura, costura" pro moço ir pra vila,
Mostrar "pras guria", seu novo jaleco!

 






 

AUTOR(ES) DA LETRA:

Alexandre M. da Silva
Lages, SC

AUTOR(ES) DA MÚSICA:

Emerson
Lages, SC