Saudade

(Milonga )

Sapecada da Canção Nativa

Saudade sentir estranho, que não tem marca nem dono

Testemunha de abandono que ronda a mente do aflito

Rude sina do proscrito, que trocou sem mais afagos

A constância do seu pago por incertos infinitos.

 

Nas longas noites de ausência quando o sono esconde a cara

A velha estância se aclara nos olhos do pensamento

Relicário de momentos perpetuados em nostalgia

São léguas de sesmaria nos campos dos sentimentos.

 

Saudade, calor de fogo em madrugada de agosto

Saudade, do senso o gosto de uma caúna amarguenta

Saudade, tarde cinzenta de inverno que mostra a cara

Saudade, fortuna rara que aos cruzadores intenta.

 

A estância velha estampada nos mapas do coração

Cada coxilha e rincão dentro do peito escondidos

Inventários proferidos por partilhas e distâncias

Herdados de rumo e ânsias, saudades de tempos idos.

 

E quando cevo um amargo, os pensamentos transcendem

Velhas visagens acendem nos olhos do deserdado

Sentimentos desgarrados vou campeando em reculuta

Desta tropa grande e bruta de recuerdos do passado.

AUTOR(ES) DA LETRA:

Guilherme Araújo Collares da Silva (Gulherme Collares)
Bagé, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA:

Roberto Luçardo (Roberto Luzardo)
Jaguarão, RS

FICHA DE PALCO


Charlise Bandeira - Flauta Transversal

Lucas Gross - Violão e Vocal

Jean Carlo Godoy - Violão Sete Cordas e Vocal

Odair Teixeira - Guitarron e Vocal

Nilton Ferreira - Intérprete