JUAN MARIA

(MILONGA)

Sapecada da Canção Nativa

Costa de mato

Entre aroeira e japecanga

Ruído de sanga

Mareteando num lajeado

Rancho cravado

Desfiapado o santa fé

E a força de estar em pé

Ganhou do rancho

Juan Maria Machado

 

Há quem fale no povoado

Donde pulsa a "veia artéria"

Que o Juan, vulgo Miséria,

É muy pobre mas feliz

E se Deus assim o quis

Que ele fosse desse jeito

Ser miséria não é defeito

Mas o que traz no seu peito

Jamais irão descobrir

 

Quem não quer boa morada

Um campito, algum terneiro

Um bom pala avestruzeiro

Um amor pra ser feliz?

Mas nem isso lhe condiz

Vive changueando, servindo…

E alguns cochicham sorrindo

Que o Miséria é um infeliz!

 

Tem um cabano bragado

Que o tempo lhe concedeu

E se hoje já comeu

É motivo pra alegria

Quantos Misérias na vida

São mais ricos que a fartura

Bem disposto, sempre ajuda

Nesta vida tudo muda

Só não muda o Juan Maria!

 

Canta o galo

Nasce o dia…

Se esconderam as Três Marias

Até a lua se sumiu

O ranchito se despiu

Da cerração que o cobria

Sempre hay um novo dia

E lá surge Juan Maria

Porque Deus lhe permitiu!

AUTOR(ES) DA LETRA:

Evair Suarez Gomez
Santana do Livramento, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA:

Juliano Marcio Gomes Avila
Santana do Livramento, RS

FICHA DE PALCO


Daniel Zanotelli - Flauta transversa

Quinto Oliveira - Violao 7 cordas e vocal

Luciano Fagundes - Guitarron e vocal

Juliano Gomes - Baixo e vocal

Evair Suarez Gomez - Recitado

Fabiano Bacchieri - Interprete