Conceitos

(Milonga)

Sapecada da Canção Nativa

CONCEITOS

Se o que é doce amarga a vida

Amargos hão de adoçar

O que é seco já foi verde

E o verde pode secar.

Toda a luz provoca sombras

Ao luzir de seu lugar.

 

Se foi inteiro e quebrou

Não é mais do que um pedaço

Qualquer distância se vence

Ao dar o primeiro passo

Quantas palavras contêm

A ternura de um abraço.

 

Os conselhos do silêncio

Poucos conseguem ouvir

Este sábio da quietude

Está sempre a construir

Em suas clássicas aulas

Na escola do existir.

 

A humildade é grandeza

Exaltando os que a detém

A marca maior dos grandes

Nas almas puras que tem

E alcançam sua nobreza

Pelos caminhos do bem.

 

Ausências geram saudades

Que não param de crescer

Moram no galpão da alma

Onde exercem o seu poder

Doendo em nós, vida adentro

Murchando o viço do ser.

 

Quantos buscando riquezas

Para a festa das vaidades

Com invertidos valores

Infestando a humanidade

Sem compreender que fortuna

Possui quem tem amizades.

 

 

AUTOR(ES) DA LETRA:

Eron Vaz Mattos
Bagé, RS

AUTOR(ES) DA MÚSICA:

Joca Martins
Faxinal do Soturno, RS

FICHA DE PALCO


André Teixeira - Violão

Luciano Fagundes - Guitarrón

Joca Martins - Intérprete

Higor Estremera - Violão

Carlos De Cesaro - Baixo

Quinto Oliveira - Violão